quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

“Gostaria de lhe desejar tantas coisas,
 mas nada seria suficiente...

Então, desejo apenas que Você tenha muitos desejos.

Desejos grandes e 
que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua felicidade!!!”

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Viver ou Juntar dinheiro?

Viver ou Juntar dinheiro? 
 Max Gehringer

Há determinadas mensagens que, de tão interessante, não precisam nem sequer de comentários. Como esta que recebi recentemente.


Li em uma revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. 


Aprendi, por exemplo, que se tivesse  simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, nos últimos quarenta anos, teria economizado 30mil reais. 
Se tivesse deixado de comer uma pizza por mês, 12 mil reais.
E assim por diante.


Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas. 
Para minha surpresa, descobri que hoje poderia estar milionário. 
Bastaria não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei.
Principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.


Ao concluir os cálculos, percebi que hoje poderia ter quase 500 mil reais na minha conta bancária. É claro que não tenho este dinheiro.
Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?


Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar em itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que quisesse e tomar cafezinhos à vontade. 

Por isso, me sinto muito feliz em ser pobre. 

Gastei meu dinheiro por prazer e com prazer. 


E recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que fiz. 
Caso contrário, chegarão aos 61 anos com uma montanha de dinheiro, mas sem ter vivido a vida.


"Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. 
Assim ele saberá o VALOR das coisas e não o seu PREÇO" 

Que tal um cafezinho?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!



Não leve a faxina ou o trabalho tão a sério!

Antigamente eu gastava no mínimo 8 horas por semana para manter tudo bem limpo, caso "alguém aparecesse para visitar" - mas depois descobri que ninguém passa "por acaso" para visitar- todos estão muito ocupados passeando, se divertindo e aproveitando a vida!

Tire o pó.... se precisar..
mas não seria melhor pintar um quadro ou escrever uma carta, dar um passeio ou visitar um amigo,

assar um bolo e lamber a colher suja de massa, plantar e regar umas sementinhas? 

Pese muito bem a diferença entre QUERER e PRECISAR! 

Tire o pó.... se precisar...
mas você não terá muito tempo livre... 

para beber champanhe, nadar, escalar montanhas, brincar com os cachorros,
ouvir música e ler livros, cultivar os amigos e aproveitar a vida!!

Tire o pó... se precisar... 

mas a vida continua lá fora, o sol iluminando os olhos, o vento agitando os cabelos, um floco de neve,  
as gotas da chuva caindo mansamente....

- Pense bem, este dia não voltará jamais !! 


Tire o pó... se precisar....
mas não se esqueça que você vai envelhecer e 
muita coisa não será mais tão fácil de fazer como agora... 


E quando você partir, 
como todos nós partiremos um dia, 
também vai virar pó!!! 

AFINAL:
"Não é o que você juntou, 
e sim o que você espalhou 
que reflete como você viveu a sua vida."

sábado, 26 de junho de 2010

Colorado Springs

Beatriz Drummond

Alguém já foi ao Colorado e conheceu Colorado Springs?

Queridas, pois vale a pena conhecer.

A cidade está localizada entre duas das mais famosas montanhas do EUA , as Pikes Peak e as Montanhas Rochosas.

É uma cidade de esportes radicais, pescaria ,deliciosa para longas caminhadas e com uma comida fantástica!

Hoje eu peguei uma gripe e estou no quarto sem coragem de sair...La fora ... tipo 4 graus. Estou sem forças até para ir ao Walgreens

O comércio daqui e péssimo. Ontem fui ao shopping e como não tinha nada para comprar entrei no salão de beleza.

Lá um rapazinho me fez um topete que fiquei igual ao pica- pau. Ele colocou um tubo de laquê inteiro na minha cabeça. Fiquei um monstro e tive que comprar um arquinho para abaixar o topete!

Enquanto esperava um taxi para voltar ao hotel,passou por mim uma velha com parkinson tomando sorvete...imagina a cena...e os erros na tentativa de acertar o alvo!

Fui comprar um all star e não conseguia decidir o tamanho! Quase levei uma bolacha do vendedor gorducho. E o pior , acabei comprando um tamanho menor do que o meu pé!

Que arrependimento!!!

Aqui são todos parentes das baleias e eu estou me sentindo uma miss.



Eu estou num encontro anual de lideres de responsabilidade global de 50 escolas de todo mundo e é claro como acompanhante. Tem gente de todo o mundo.No grupo conheci de tudo, professores e professoras mais velhos, mais jovens, alguns bonitões e bonitonas ... alguns muito jovens e ainda em formação, e todos bem sonhadores.

Esta escola de negócios daqui, que está responsavel por este evento, é maravilhosa.

O jantar ontem foi lá. O arquiteto que projetou a escola explicou que todas as janelas foram construídas para se ter uma visão das montanhas. E elas são lindas...e tudo para as pessoas pensarem com mais tranqüilidade.

O jantar foi chiquérrimo, com vários chefs fazendo cada um, sua especialidade... vinhos californianos...piano...

O hotel e um resort muito legal e o meu quarto também tem vista para as montanhas.

Ah !!! Conheci um professor americano no jantar. Ele é encalhado mas simpático. Perguntou se eu tinha uma irmã para apresentá-lo.

Eu disse que sim, mas depois me arrependi. Elas colocam defeitos em todos os seus pretendentes.

Enfim, saudade...Beijocas!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Notícias de Amsterdam


Beatriz Drummond



Queridas irmãs,

Amsterdam é mesmo bárbara!

Ontem me lembrei do meu marido no museu Van Gogh. Ele também morou numa casinha

amarela, só que no Retiro ( a de Vicent era na França , em Ales)

Vicent morou por lá uns tempos. Gauguin morou com ele , nesta casinha.

Quando Gauguin se foi Vicent cortou uma parte da sua própria orelha! Que loucura!

Será que ele pertencia ao grupo dos alces? Todas as mulheres, pelas quais ele se interessou ,

o desprezaram...

Detalhe: só me lembrei do meu marido na parte da história da casinha amarela!

Bom e a pobre Anne Frank, que passou 2 anos da sua vida escondida num

porão ( 13 aos 15 anos), para depois contrair tifo e morrer no campo de concentração!

O pai dela ,Otto, o único sobrevivente da família, publicou o seu diário e fundou nesta casa o

museu Anne Frank.

E o cheiro de maconha desta cidade...e a deliciosa comida...e os sobreviventes do

Woodstock...e o pior me identifiquei com eles...e as bicicletas...quase fui atropelada... por

várias vezes, mas não era a minha hora...e os canais ...e a lua iluminando os canais...

Então pensei : como é bom ter alguns euros para viver tanta coisa boa ainda mais com as

meninas!

E elas ontem, acharam que eu fumei maconha! Foi de tanta besteira que eu

falei! Bem que tive vontade...mas já passei da idade.

Penso nas irmãs P. que nem precisam trabalhar...

As meninas também estão adorando.

Somos as 3 : péssimas em mapas! E a nossa bagagem tão expressiva...

O hotel The Dylan é o máximo.Ontem à noite jantamos lá.

Agora olhei para minha imagem na lateral no vidro do trem e pensei: serei a

próxima na faca!

Enfim vocês estão fazendo falta.

Agora que eu consegui a internet no quarto (24hs!!!) só o meu celular

resolver funcionar para minha completa felicidade.

Ninguém merece estes cartões que acabam antes mesmo que você comece a falar.

Só porque falei que iria mantê-lo desligado por motivo de economia.

Bom , vamos programar mais uma viagem juntas, afinal merecemos.

Se quiserem alguma coisa daqui este é o momento.

Muitos beijos !!!









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Querida ,

adorei sua mensagem que me fez sentir muitas saudades de você. Infelizmente

tenho que corrigir que Van Gogh viveu em Arles. E era psicótico, não foram

as mulheres que o enlouqueceram. Acho mesmo que as mulheres fazem muito bem

aos homens e os ajudam muito.

Outra coisa que quero corrigir: você não está nada velha para fumar um, pelo

contrário, não perca a oportunidade de se divertir.

Eu adoraria estar aí com vocês e precisamos mesmo criar essas oportunidades

que são únicas e imperdíveis.

Nada melhor do que a gente ser dona da própria vida e ter uns euros para gastar.

Um dia uma paciente me disse que uma mulher pode ser uma princesa, uma escrava ou senhora de seu destino. Prefiro de longe a última opção e para isso não tem jeito se não se for economicamente independente e poder bancar o que desejar. Os meus desejos nunca foram baratos e acho que os de ninguém são.

Aproveite tudo e tire muitas fotos pra gente ver depois.

Mande notícias sempre que puder.

Muitos beijos pra você e paras meninas.

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Queridas, me esqueci do rrrr Arles,e olha que eu me esforcei para não escrever nada errado!

Mas nada como ter uma irmã cultíssima e ainda psicanalista! É uma benção!

No momento estou apaixonada por Brugges.

Chegamos hoje na cidade, tivemos um jantar maravilhoso e estamos nos preparando para

dormir. Agora,aqui, meia noite!

O hotel que Pierre indicou é o máximo!!!É um convento do século XV e até o mordomo é uma

múmia.

Depois que ele carregou nossas malas pesadíssimas e eu lhe dei 10 euros, ele está nos

tratando que nem rainhas!

Já estou até me sentindo uma semi múmia. .

Este menino entende mesmo do babado!

E a bolsa ...que horror. O melhor mesmo é eu continuar aqui ...neste mundo da fantasia!

Bjos

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Os 50 de um homem

Cláudio Boechat
A balança indomável a cada manhã talvez seja o sinal mais emblemático dos meus 50. O espelho confirma que o peso extra se concentra na linha da cintura - a maldita barriga -, mas se espalha por todo o território. Médicos, revistas, rádios e TVs gritam o tempo todo que o mal (roncos, refluxos, azias, noites mal dormidas) está nesses quilos indesejados. Aliás, acordo cada vez mais cedo e minha vigília é cada vez menos esperta. Quero emagrecer, mas não consigo. Preciso aprender a comer e beber menos, inclusive porque o álcool agora me faz realmente mal. A antiga alegria etílica é agora menos eufórica e mais cautelosa. Uma grande bebedeira aos 50 seja tão ridícula quanto aos 40, mas é muito mais insensata. Da mesma forma que jogar uma partida de futebol com os amigos na época do Natal. A sensatez, aliás, é algo a se desprezar aos 50, apesar de fazer cada vez mais bem, e dever ser cada vez mais usada. É que as boas coisas ainda estão escondidas no inesperado, no não planejado, no impulso.
Cuidar da saúde é um aprendizado a começar praticamente do zero. Nunca estive realmente doente, nunca me internei – só dormi em hospitais como acompanhante, além de uma noite para examinar a qualidade de meu sono. A enfermeira ligou alguns eletrodos em meu peito, nas pernas e nos braços. Fui para a cama cedinho, e dormi feito um anjo. Foi ótimo. Não ronquei e o exame foi infrutífero, mas me senti como um adolescente de manhã. Um pouco depois dos 50, fiz meu primeiro exame invasivo: um tubo na garganta. Me deram um remedinho qualquer e dormi como um bebê por uns 15 minutos. Foi ótimo. Me senti como um adolescente ao acordar. Outro dia, fiz meu primeiro exame invasivo pelo outro lado. Graças a Deus, me doparam de novo – desta vez, foi uma anestesista de verdade, minha primeira anestesista e não vou esquecer nunca. Acordei depois de 20 minutos me sentindo como um adolescente. Todas essas invasões revelaram meu envelhecimento por dentro – hérnia de hiato e divertículos – e me avisaram de que se quiser me sentir como um adolescente mais vezes precisarei cuidar de algumas coisas.
Há, no entanto, um peso que a balança não mede: a bagagem de vida. A gente vai recolhendo experiências, aprendizados, sentimentos, e acumulando em uma mochila imaginária nas costas. Esvaziar essa mochila pode ser muito penoso, e aos 50 devemos aprender a não carregar mais peso. Precisamos de leveza, porque a carcaça já não agüenta mais como antigamente. Melhor não recolher mais, e livrar-nos do peso improdutivo e sem significado.
Com certeza, uma coisa não queremos descarregar. Os filhos, aos 50, estão grandes, muuuito grandes. Provas vivas de nosso envelhecimento, como dizia um amigo que já se foi (mais um, aliás, muita gente já se foi. Estamos na comissão de frente, carregando as bandeiras que selecionamos ao longo da caminhada. Continuamos buscando o sentido de tudo isto. Conhecer, saber, vasculhar, investigar são as armas mais fortes do cinqüentão, mas experimentar, errar, exercitar, arriscar não foram abandonadas. Os 50 nos introduzem na velhice, apesar de não serem a velhice, ainda. E precisamos aprender como chegar lá.

sábado, 5 de junho de 2010