sábado, 26 de junho de 2010

Colorado Springs

Beatriz Drummond

Alguém já foi ao Colorado e conheceu Colorado Springs?

Queridas, pois vale a pena conhecer.

A cidade está localizada entre duas das mais famosas montanhas do EUA , as Pikes Peak e as Montanhas Rochosas.

É uma cidade de esportes radicais, pescaria ,deliciosa para longas caminhadas e com uma comida fantástica!

Hoje eu peguei uma gripe e estou no quarto sem coragem de sair...La fora ... tipo 4 graus. Estou sem forças até para ir ao Walgreens

O comércio daqui e péssimo. Ontem fui ao shopping e como não tinha nada para comprar entrei no salão de beleza.

Lá um rapazinho me fez um topete que fiquei igual ao pica- pau. Ele colocou um tubo de laquê inteiro na minha cabeça. Fiquei um monstro e tive que comprar um arquinho para abaixar o topete!

Enquanto esperava um taxi para voltar ao hotel,passou por mim uma velha com parkinson tomando sorvete...imagina a cena...e os erros na tentativa de acertar o alvo!

Fui comprar um all star e não conseguia decidir o tamanho! Quase levei uma bolacha do vendedor gorducho. E o pior , acabei comprando um tamanho menor do que o meu pé!

Que arrependimento!!!

Aqui são todos parentes das baleias e eu estou me sentindo uma miss.



Eu estou num encontro anual de lideres de responsabilidade global de 50 escolas de todo mundo e é claro como acompanhante. Tem gente de todo o mundo.No grupo conheci de tudo, professores e professoras mais velhos, mais jovens, alguns bonitões e bonitonas ... alguns muito jovens e ainda em formação, e todos bem sonhadores.

Esta escola de negócios daqui, que está responsavel por este evento, é maravilhosa.

O jantar ontem foi lá. O arquiteto que projetou a escola explicou que todas as janelas foram construídas para se ter uma visão das montanhas. E elas são lindas...e tudo para as pessoas pensarem com mais tranqüilidade.

O jantar foi chiquérrimo, com vários chefs fazendo cada um, sua especialidade... vinhos californianos...piano...

O hotel e um resort muito legal e o meu quarto também tem vista para as montanhas.

Ah !!! Conheci um professor americano no jantar. Ele é encalhado mas simpático. Perguntou se eu tinha uma irmã para apresentá-lo.

Eu disse que sim, mas depois me arrependi. Elas colocam defeitos em todos os seus pretendentes.

Enfim, saudade...Beijocas!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Notícias de Amsterdam


Beatriz Drummond



Queridas irmãs,

Amsterdam é mesmo bárbara!

Ontem me lembrei do meu marido no museu Van Gogh. Ele também morou numa casinha

amarela, só que no Retiro ( a de Vicent era na França , em Ales)

Vicent morou por lá uns tempos. Gauguin morou com ele , nesta casinha.

Quando Gauguin se foi Vicent cortou uma parte da sua própria orelha! Que loucura!

Será que ele pertencia ao grupo dos alces? Todas as mulheres, pelas quais ele se interessou ,

o desprezaram...

Detalhe: só me lembrei do meu marido na parte da história da casinha amarela!

Bom e a pobre Anne Frank, que passou 2 anos da sua vida escondida num

porão ( 13 aos 15 anos), para depois contrair tifo e morrer no campo de concentração!

O pai dela ,Otto, o único sobrevivente da família, publicou o seu diário e fundou nesta casa o

museu Anne Frank.

E o cheiro de maconha desta cidade...e a deliciosa comida...e os sobreviventes do

Woodstock...e o pior me identifiquei com eles...e as bicicletas...quase fui atropelada... por

várias vezes, mas não era a minha hora...e os canais ...e a lua iluminando os canais...

Então pensei : como é bom ter alguns euros para viver tanta coisa boa ainda mais com as

meninas!

E elas ontem, acharam que eu fumei maconha! Foi de tanta besteira que eu

falei! Bem que tive vontade...mas já passei da idade.

Penso nas irmãs P. que nem precisam trabalhar...

As meninas também estão adorando.

Somos as 3 : péssimas em mapas! E a nossa bagagem tão expressiva...

O hotel The Dylan é o máximo.Ontem à noite jantamos lá.

Agora olhei para minha imagem na lateral no vidro do trem e pensei: serei a

próxima na faca!

Enfim vocês estão fazendo falta.

Agora que eu consegui a internet no quarto (24hs!!!) só o meu celular

resolver funcionar para minha completa felicidade.

Ninguém merece estes cartões que acabam antes mesmo que você comece a falar.

Só porque falei que iria mantê-lo desligado por motivo de economia.

Bom , vamos programar mais uma viagem juntas, afinal merecemos.

Se quiserem alguma coisa daqui este é o momento.

Muitos beijos !!!









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Querida ,

adorei sua mensagem que me fez sentir muitas saudades de você. Infelizmente

tenho que corrigir que Van Gogh viveu em Arles. E era psicótico, não foram

as mulheres que o enlouqueceram. Acho mesmo que as mulheres fazem muito bem

aos homens e os ajudam muito.

Outra coisa que quero corrigir: você não está nada velha para fumar um, pelo

contrário, não perca a oportunidade de se divertir.

Eu adoraria estar aí com vocês e precisamos mesmo criar essas oportunidades

que são únicas e imperdíveis.

Nada melhor do que a gente ser dona da própria vida e ter uns euros para gastar.

Um dia uma paciente me disse que uma mulher pode ser uma princesa, uma escrava ou senhora de seu destino. Prefiro de longe a última opção e para isso não tem jeito se não se for economicamente independente e poder bancar o que desejar. Os meus desejos nunca foram baratos e acho que os de ninguém são.

Aproveite tudo e tire muitas fotos pra gente ver depois.

Mande notícias sempre que puder.

Muitos beijos pra você e paras meninas.

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Queridas, me esqueci do rrrr Arles,e olha que eu me esforcei para não escrever nada errado!

Mas nada como ter uma irmã cultíssima e ainda psicanalista! É uma benção!

No momento estou apaixonada por Brugges.

Chegamos hoje na cidade, tivemos um jantar maravilhoso e estamos nos preparando para

dormir. Agora,aqui, meia noite!

O hotel que Pierre indicou é o máximo!!!É um convento do século XV e até o mordomo é uma

múmia.

Depois que ele carregou nossas malas pesadíssimas e eu lhe dei 10 euros, ele está nos

tratando que nem rainhas!

Já estou até me sentindo uma semi múmia. .

Este menino entende mesmo do babado!

E a bolsa ...que horror. O melhor mesmo é eu continuar aqui ...neste mundo da fantasia!

Bjos

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Os 50 de um homem

Cláudio Boechat
A balança indomável a cada manhã talvez seja o sinal mais emblemático dos meus 50. O espelho confirma que o peso extra se concentra na linha da cintura - a maldita barriga -, mas se espalha por todo o território. Médicos, revistas, rádios e TVs gritam o tempo todo que o mal (roncos, refluxos, azias, noites mal dormidas) está nesses quilos indesejados. Aliás, acordo cada vez mais cedo e minha vigília é cada vez menos esperta. Quero emagrecer, mas não consigo. Preciso aprender a comer e beber menos, inclusive porque o álcool agora me faz realmente mal. A antiga alegria etílica é agora menos eufórica e mais cautelosa. Uma grande bebedeira aos 50 seja tão ridícula quanto aos 40, mas é muito mais insensata. Da mesma forma que jogar uma partida de futebol com os amigos na época do Natal. A sensatez, aliás, é algo a se desprezar aos 50, apesar de fazer cada vez mais bem, e dever ser cada vez mais usada. É que as boas coisas ainda estão escondidas no inesperado, no não planejado, no impulso.
Cuidar da saúde é um aprendizado a começar praticamente do zero. Nunca estive realmente doente, nunca me internei – só dormi em hospitais como acompanhante, além de uma noite para examinar a qualidade de meu sono. A enfermeira ligou alguns eletrodos em meu peito, nas pernas e nos braços. Fui para a cama cedinho, e dormi feito um anjo. Foi ótimo. Não ronquei e o exame foi infrutífero, mas me senti como um adolescente de manhã. Um pouco depois dos 50, fiz meu primeiro exame invasivo: um tubo na garganta. Me deram um remedinho qualquer e dormi como um bebê por uns 15 minutos. Foi ótimo. Me senti como um adolescente ao acordar. Outro dia, fiz meu primeiro exame invasivo pelo outro lado. Graças a Deus, me doparam de novo – desta vez, foi uma anestesista de verdade, minha primeira anestesista e não vou esquecer nunca. Acordei depois de 20 minutos me sentindo como um adolescente. Todas essas invasões revelaram meu envelhecimento por dentro – hérnia de hiato e divertículos – e me avisaram de que se quiser me sentir como um adolescente mais vezes precisarei cuidar de algumas coisas.
Há, no entanto, um peso que a balança não mede: a bagagem de vida. A gente vai recolhendo experiências, aprendizados, sentimentos, e acumulando em uma mochila imaginária nas costas. Esvaziar essa mochila pode ser muito penoso, e aos 50 devemos aprender a não carregar mais peso. Precisamos de leveza, porque a carcaça já não agüenta mais como antigamente. Melhor não recolher mais, e livrar-nos do peso improdutivo e sem significado.
Com certeza, uma coisa não queremos descarregar. Os filhos, aos 50, estão grandes, muuuito grandes. Provas vivas de nosso envelhecimento, como dizia um amigo que já se foi (mais um, aliás, muita gente já se foi. Estamos na comissão de frente, carregando as bandeiras que selecionamos ao longo da caminhada. Continuamos buscando o sentido de tudo isto. Conhecer, saber, vasculhar, investigar são as armas mais fortes do cinqüentão, mas experimentar, errar, exercitar, arriscar não foram abandonadas. Os 50 nos introduzem na velhice, apesar de não serem a velhice, ainda. E precisamos aprender como chegar lá.

sábado, 5 de junho de 2010

E AGORA 5O!


Buenos Aires com Luíza


Cristina Drummond




Passei uns dias com minha filha e suas amigas em Buenos Aires, onde ela está fazendo um intercâmbio de faculdades. Buenos Aires com Luíza é o nome do meu arquivo de fotos onde estão guardados registros desses momentos de encontro em que estivemos juntas.
Felizmente dessa vez não fiquei no mesmo apartamento em que elas estavam, porque depois dos cinqüenta não consigo muito bem acampar, nem suportar estar no meio da bagunça onde não se acha nada e não existe nada que cheire a propriedade particular.
Tudo é de todos, e o limite é de ninguém. Hora de dormir e preocupações com as olheiras do day-after não têm lugar de existir.
Mesmo assim, quando se é jovem, nos damos o direito de experimentar e errar. Isso é maravilhoso, e essa dificuldade com os limites tem também seu lado de liberdade que tem um enorme gosto de vida. Essas jovens são lindas e buscam, cada uma à sua maneira, seu caminho na vida.
Incômodo com o corpo próprio e com as relações amorosas não me parecem ser exclusividade da nossa idade. As mais jovens também sofrem com isso. Talvez sofram mais com o trabalho, porque ainda estão buscando o lugar que ele vai ter em suas vidas. Nós, mais velhas, já pudemos avançar um pouco nesse sentido.
A verdade é que pensamos que com o passar dos anos teríamos encontrado melhores ajustes com o feminino, ou que nosso know-how decorrente de anos de experiência e de muitas trocas nos ajudasse a evitar as devastações próprias de nossa sexualidade.
Não posso dizer que a experiência não conte. Também não posso dizer que ela nos proteja dos maus encontros. Quando nos dispomos a arriscar. Cada vez mais queremos acertar, e se possível, dispensando o risco.
Aos cinqüenta, a melhor de nossas capacidades continua sendo a de inventar. Uma vez mais. Inventar uma maneira de nos mantermos vivas e desejantes, mais do que desejadas. Porque isso, ser desejada, me parece ser uma conseqüência do laço que podemos inventar. De sobreviver às decepções e às dificuldades das contas cotidianas. De achar graça e descobrir o que mexe com nossas emoções. De estar com a filha e as amigas se deixando aprender e divertindo muito com sua companhia. Fazendo compras, tomando um vinho, brincando na mesa do Friday’s em Porto Madero.
Por isso estou de acordo com Beatriz, o humor é fundamental. Esquecer os óculos e a visão dos defeitos também. Porque temos que poder ver a beleza de outras maneiras, e continuar perdendo o fôlego diante do que ainda nos permitimos nos deixar extasiar. Nem que seja num breve momento. Um café. Ainda assim vale à pena.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

E AGORA 50 !






















A IDÉIA DO BLOG



Há muito tempo, nós, amigas de infância, falamos deste projeto. Mas , não sei bem porque, ele não saía das mesas onde aconteciam as nossas calorosas, às vezes picantes conversas, sempre recheadas de humor!
Ah, o humor, este sim, ingrediente indispensável a toda cinquentona que se preze!
Finalmente este espaço nasceu e está aberto para todos aqueles, homens e mulheres, que queiram deixar algo de si aqui!
Estes são alguns itens que gostaríamos de abordar:



a) Às voltas com alguns problemas de saúde



b) Como lidar com a velhice dos pais



c) Os filhos: os que saem de casa, os que não saem nunca, a presença de genros e noras



d) Reinventando o sexo com a libido zerada



e) Reposição hormonal: se optar por ela o bicho pega, se correr dela o bicho come, ou então, não come de jeito nenhum



f) Relacionamento com homens mais jovens, isto é, menos problemáticos e mais alegres



g) Mudança de emprego, aposentadoria, uma nova fase profissional. O trabalho ainda é uma saída?



h) A moda da mulher de 50, de preferência nada que nos lembre que temos essa idade e nem que nos remeta diretamente à adolescência



i) Dicas de viagens, livros e filmes



j) Culinária: uma boa desculpa para reunir amigos. Aos 50, comer revela-se um prazer a mais
Estamos abertas a outras sugestões.
Sejam todos muito bem vindos, cinquentões ou não, a este espaço de amizade e bom humor!



“A mulher de 50 quer ser desejada”

Andréa Eulálio de Paula Ferreira

O livro Coroas: Corpo, Envelhecimento, Casamento e Infidelidade da antropóloga Mirian Goldemberg, traz reflexões importantes a respeito de temas que acometem o dia-a-dia das mulheres, que vão desde as preocupações com o corpo, passando pelo envelhecimento, até suas relações com o outro.
Fruto de uma pesquisa com mulheres na faixa de 50 anos, Mirian busca saber quais são os principais medos das brasileiras quando envelhecem e como a mulher de 50 anos se enxerga, hoje em dia.
Como não podia deixar de ser, as questões que mais preocupam as brasileiras são a decadência do corpo e a relação com os homens. Segundo a autora, além de alguns problemas de saúde que vão se instalando nessa idade, exibir um corpo aos 50 anos, fora do padrão valorizado pela sociedade, constitui-se um problema para essas mulheres. Elas comentam que gostariam de continuar sendo desejadas e sentem falta dos homens não olharem mais para seus corpos. Em relação aos homens, elas falam da dificuldade em encontrar um parceiro, já que os interessantes estão casados.
Na sua pesquisa, Mirian se surpreende ao encontrar a extrema valorização da liberdade por parte dessas mulheres. Muitas delas disseram que esta é a fase da vida em que se sentem mais livres. Depois que passaram por todas as obrigações, como cuidar do marido, dos filhos, elas dizem que podem, pela primeira vez na vida, ser “elas mesmas”, ter os próprios projetos, cultivar as amizades, ter mais prazeres. Outro fato surpreendente é que elas quase não falam dos seus trabalhos, filhos ou netos. Falam muito sobre o próprio corpo, o marido (ou a falta dele) e as amizades.
A conclusão de Mirian é que fica mais fácil aceitar o próprio envelhecimento quando se tem um projeto de vida, no qual envelhecer, não é uma ruptura, mas uma continuidade desse projeto. Quando a mulher faz da vida uma permanente invenção. Ou então, quando aceita seu corpo com suas imperfeições e mudanças e não precisa imitar o modelo de um corpo mais jovem. Quem sabe essa geração dos anos 50/60 que reinventou a sexualidade, que introduziu novas formas de casamento e de constituição de famílias, além das novas formas de ser mãe e de ser pai, também não inventará uma nova forma de envelhecer?







A VIDA COMEÇA AOS 50!

Beatriz Drummond


A idéia da criação deste blog nasceu da necessidade de se falar, de compartilhar e principalmente de aprender a conviver com todo este turbilhão de mudanças que
passam a fazer parte das nossas vidas depois dos 50.
Hoje temos algumas vantagens:
Somos mais maduras, temos experiência e vitalidade e estamos ainda distantes dos problemas da velhice!
Temos uma bagagem de vida que acumulamos ao longo destes anos e ela vale ouro!
Podemos ser mais felizes porque sabemos o que queremos!
Conseguimos dividir o nosso tempo entre a família, a casa, o trabalho e os cuidados conosco mesmas.
Não somos mais amadoras. Quando necessário, arregaçamos as mangas e enfrentamos os desafios.
Adotamos hábitos alimentares mais saudáveis. Cuidamos da nossa forma física.
E se for mesmo verdade que a vida começa aos 50, que tal começarmos agora mesmo a desfrutá-la?










AOS MEUS AMIGOS

Beatriz Drummond



“Vivia a te buscar porque pensando em ti corria contra o tempo..."
Não corro mais contra o tempo,
tampouco quero que ele corra contra mim.
Hoje caminhamos de mãos dadas, eu e o tempo.
Levo comigo os meus amigos.
Às vezes nossos caminhos se cruzam,
outras vezes dou um jeitinho para eles se encontrarem.
Mas eles , os meus queridos amigos, estão sempre
nas minhas lembranças...
no meu coração!

E AGORA 50!


Beatriz Drummond

Flutuo...

entre a euforia e a tristeza

entre o amor e o ódio

entre a paciência e a irritabilidade

entre a energia e a exaustão

num espaço de tempo tão pequeno... talvez segundos.

O despertador toca...

Começa um novo dia!

Levanto, olho no espelho.

Será? Não? Uma ruga... ou uma mancha talvez???

Atiro os meus óculos para longe.

Penso: hormônios, hormônios, porque me abandonaram?

Tomo meu café, leio o jornal, entro no carro. Sigo em direção ao trabalho.

Já no primeiro sinal abaixo o espelhinho do retrovisor; para a última avaliação.

Desta vez sem os meus óculos, óbvio.

Já basta de aborrecimentos por hoje!

Tudo bem.

Mais uma vez penso: hormônios, hormônios...seus idiotas...vão pro inferno!

E AGORA 50...E DAÍ???